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Hospital da Mulher bate recorde em 2026: emergência ultrapassa 29 mil atendimentos

O Complexo Materno-Infantil alcança marca histórica de 4.580 partos no primeiro semestre

09/07/2026 às 15h47
Por: Redacao Fonte: Prefeitura de Feira de Santana - BA
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Fotos: Fátima Brandão
Fotos: Fátima Brandão

Fotos: Fátima Brandão

A assistência materno-infantil em Feira de Santana e em toda região, a saúde continua avançando em 2026. O Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), unidade de porta aberta para urgência e emergência obstétrica 24 horas, alcançou um novo recorde de atendimentos no Acolhimento com Classificação de Risco, reafirmando seu compromisso com uma assistência humanizada, segura e eficiente. O Complexo Materno-Infantil alcança marca histórica de 4.580 partos no primeiro semestre e consolida liderança na assistência obstétrica da Bania.

Entre janeiro e junho deste ano, 29.352 pacientes passaram pelo setor de acolhimento e classificação de risco, número superior aos 29.185 atendimentos registados em 2025, representando um crescimento de 0,57%. Do total de pacientes acolhidas, 21.089 necessitaram de atendimento médico, evidenciando a importância do serviço como porta de entrada para a assistência obstétrica especializada.

De acordo com a diretora-presidente da Fundação Hospitalar de Feira de Santana, Gilberte Lucas, o sistema de classificação de risco garante que as pacientes em situação de maior gravidade sejam atendidas com rapidez, responsabilidade e segurança.

"Todas as pacientes que passam pela triagem recebem uma pulseira eletrônica identificada por cores, que determina a prioridade do atendimento na emergência. Essa organização é essencial para que cada gestante receba assistência conforme a gravidade do seu quadro clínico", destacou Gilberte Lucas.

Números históricos fortalecem a assistência

Os indicadores assistenciais do primeiro semestre também reforçam o protagonismo do Hospital da Mulher na saúde pública baiana.

Entre janeiro e junho de 2026, a unidade realizou 4.580 partos, dos quais 412 foram prematuros, correspondendo a 8,7% do total. Com esse desempenho, o Hospital da Mulher mantém a posição de maternidade que mais realiza partos na Bahia.

No mesmo período, 826 recém-nascidos receberam atendimento especializado no Bloco Neonatal, demonstrando a capacidade da unidade em oferecer assistência integral desde o nascimento até os cuidados de alta complexidade.

Segundo Gilberte Lucas, o acolhimento com classificação de risco é desenvolvido por uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros e médicos obstetras, seguindo protocolos do Ministério da Saúde.

"Nossa equipe acolhe gestantes e familiares com qualidade, compromisso, ética e eficiência. Todo o processo é realizado de forma humanizada, desde a avaliação clínica até a identificação criteriosa dos acompanhantes, garantindo segurança durante toda a assistência", ressaltou.

Humanização e prioridade no atendimento

A enfermeira Adely Batista de Almeida, que tem vasta experiência no setor de Acolhimento com Classificação de Risco, explica que o serviço representa um dos principais instrumentos de humanização da assistência prestada pelo Hospital da Mulher.

"É neste setor que acolhemos a paciente, coletamos suas informações, realizamos a avaliação clínica e o exame físico para definir a prioridade do atendimento. Após essa análise, identificamos se ela necessita de atendimento imediato ou se pode aguardar com segurança", explicou.

Após a avaliação, cada gestante recebe orientações individualizadas. Quando necessário, é encaminhada para atendimento médico no hospital ou orientada a dar continuidade ao acompanhamento na Atenção Básica, especialmente no pré-natal.

Como funciona a classificação de risco

O Hospital da Mulher utiliza um sistema de pulseiras coloridas baseado em protocolos internacionais de triagem, como o Protocolo de Manchester e diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

  •  Vermelha: emergência – atendimento imediato.
  •  Laranja: muito urgente – atendimento em até 10 minutos.
  •  Amarela: urgente – atendimento prioritário em até 60 minutos.
  •  Verde: pouco urgente – atendimento em até 120 minutos ou encaminhamento para acompanhamento na rede municipal de saúde.
  • Azul: não urgente – atendimento de baixa complexidade, com prioridade em até quatro horas.

O sistema permite que os casos mais graves sejam identificados rapidamente, garantindo maior eficiência no fluxo da emergência obstétrica e mais segurança para mães e bebês.

Com os resultados alcançados em 2026, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Fundação Hospitalar, reafirma o compromisso de investir continuamente na qualificação da assistência materno-infantil, priorizando o atendimento humanizado, a urgência e a emergência obstétrica e a promoção da saúde das mulheres, dos recém-nascidos e de suas famílias.



Foto: Reprodução/Prefeitura de Feira de Santana - BA
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