
Com a chegada do período junino, as tradições de acender fogueiras e soltar fogos de artifício ganham força em Vitória da Conquista. Para garantir que as celebrações ocorram de forma segura, sem causar danos ao patrimônio público e respeitando a legislação ambiental, órgãos da Prefeitura de Vitória da Conquista dão recomendações e alertas importantes para a população.

Os principais eixos de atenção envolvem a procedência legal da madeira, a proteção do pavimento asfáltico contra as altas temperaturas, o cuidado rigoroso com crianças e animais e o armazenamento correto de artefatos.
Sustentabilidade: a procedência correta da madeira
A tradição de acender fogueiras não pode caminhar ao lado do desmatamento ilegal. Para orientar a população sobre o impacto ambiental desse consumo, a secretária do Meio Ambiente, Ana Cláudia Passos, esclarece que há regras rígidas sobre o tipo de material que pode ser comercializado e queimado no município: “A única madeira que pode ser utilizada para fogueira é a legalizada, o eucalipto legalizado próprio para essa finalidade. Não se pode cortar árvore, nem utilizar árvore nativa para fazer lenha. Só se pode utilizar o eucalipto que já é vendido, autorizado e legalizado”, adverte a secretária.
Para garantir que a fogueira comprada venha de uma fonte correta e não financie crimes ambientais, o consumidor deve ficar atento à identificação dos pontos de venda. De acordo com Ana Cláudia, os locais que comercializam a madeira autorizada possuem um registro e um número de identificação visíveis, comprovando a regularidade junto aos órgãos de fiscalização.
Proteção ao asfalto e à infraestrutura urbana

Embora as fogueiras façam parte da identidade cultural da região, acendê-las direto sobre a via pública traz prejuízos estruturais graves. Conforme explica a Seinfra, o asfalto é composto por agregados minerais unidos por betume (um ligante derivado do petróleo). Quando exposto a temperaturas elevadas por muitas horas, esse material amolece, deforma e perde suas propriedades.
O resultado do calor intenso é o surgimento de fissuras, afundamentos e rachaduras após o resfriamento, o que compromete a durabilidade da pista, gera riscos de acidentes para condutores e eleva os custos de manutenção do município.
Para conciliar a tradição e a preservação do espaço público, as orientações são:
Cuidados com fogueiras e a segurança de crianças e animais
A Defesa Civil Municipal reforça que a supervisão de adultos é o fator mais crítico para evitar acidentes graves durante as festas. “Os nossos principais cuidados estão voltados para o ato de acender fogueiras, principalmente com relação a crianças. A supervisão com crianças é imprescindível”, alerta o engenheiro da Defesa Civil, Gabriel.

Outro ponto de atenção destacado pelo órgão é o impacto dos festejos nos animais domésticos, especialmente devido ao barulho dos estampidos. A recomendação é evitar à queima de fogos nas proximidades de cães e gatos para prevenir reações de pânico, estresse e fugas.
Comercialização e armazenamento seguro de fogos
Para quem pretende comprar fogos de artifício, o município dispõe de locais específicos e autorizados que cumprem as normas de segurança, como a Feira de Fogos, localizada próxima à Avenida Juracy Magalhães. No local é permitida a venda de todas as categorias de fogos (classes A, B, C e D). Já nos pontos autorizados dentro dos bairros, a venda é restrita aos artefatos de menor potencial explosivo (classes A e B).
Como o período junino frequentemente coincide com outras celebrações, a Defesa Civil detalha como deve ser feito o armazenamento doméstico caso os fogos não sejam utilizados imediatamente:
Mín. 25° Máx. 25°